quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Os mortais não são meros

Uma coisa é certa, há varios caminhos, e a finitude com o eu interno é o que determina qual o melhor a ser seguido por cada um. No final todos pregam o amor, pois o amor é o que todos desejam. Mas a falta de compreenssão e confiança no homem o fez esquecer o objetivo primordial de sua existência, em que um ciclo de desordem se estendeu até hoje, um ciclo gelado em um deserto sem vento algum, onde só habitam pó e escuridão, o coração daquele que não compreender a grandiosidade da sua própria exitência. Uma planta ou um animal entende melhor a sua própria existência, pois a verdade é simples, e a complexidade da existência humana nunca permitirá que a vida seja baseada em uma única palavra. Amor.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

O Segundo Sol






"Eu só queria te contar, que eu fui lá fora e vi dois sóis num dia e a vida que ardia sem explicação."

(Cássia Eller)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Direção

Devo tomar um caminho,
mesmo que falte a certeza, mesmo que não tenha visto suas curvas e ladeiras,
devo tomar um caminho,
mesmo que seja um caminho que me leve a nenhum lugar, mesmo que me perca e volte para lembrar qual foi a direção que tomei, que tanto demora a chegar.
Devo escolher.

Fique parado e seja julgado, queimado na praça mais próxima da sua casa.
Simplesmente escolha um caminho, e dê o primeiro passo. Ou quem sabe o último.

Esconda a sua vergonha.
Escolha o seu emputecimento social.
Pegue a pá mais leve que encontrar.
Decida se vai ser bom ou mau, mas finja que é bom.
Escolha a mentira divina que lhe incomodar menos.
Fique perto de iguais.
Diga para todos quais foram as suas escolhas, todos os dias, repetidamente até o dia da sua morte.

pronto, agora você já é algo a ser "considerado", mais um nome na agenda da família.

A humanidade não fica parada, não descansa, vai para frente criação, para traz destruição, a humanidade em que existo, a que me representa no universo, em que vivo uma vergonha de ser talvez um erro de cálculo simples, ou uma piada sem graça atirada ao ouvido surdo de uma galáxia morta.

me deparo com o mutável, propósito adentro gritante, irritante, indiscutível no âmago do momento, fato estruturado em que me tornei até o presente ponto final"."

destino ser um operário, um construtor/destruidor, que constrói muros, grandes, fortes, intransponíveis, e depois os derrubo, de uma vez só, com uma força titânica que rasga, e cria cicatrizes na alma, marcas eternas, em qualquer "ser" de meus todos existires, transcendendo minha alma, carregando os mais belos, para unir todos em um centro cósmico e assim voltar mais uma vez para trazer a verdade em um beijo colossal.

o choque da realidade bate, me vejo engravatado, perdido em um tonel de grafite cinza claro, amargo, veias sem sangue, discurso decorado, dia nublado, risada forçada, beijo sem abraço, olhar pupílico estagnado, fixo em nada , fixação alienada.

Estou preso aqui dentro, suplico à liberdade, suplico à vida, dê uma chance a essa vida encarnada, encarcerada, amordaçada com veias tão covardes e precoces.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Bom Dia

Indo para o parque, um longo caminho de rosas se pôs a sorrir, multicoloridas, pequenas, grandes, eram Alegrias em seu sentido, meigas Amorinas , Amorosas arrumando suas pétalas, Iguanas comparando sua beleza, Ipanemas mandando beijos ao sol, Palominos flertando Prima Donas , Prima Donas ignorando Palominos, Serenas suspirando, Vegas e Carolas em juras silenciosas.

Ao fundo passarinhos cantavam o som matinal, um grito de vida, empoleirados, não empoleirados, atentos, velozes, sempre prontos a um pique esconde e que em uma competição micro pulmonar chegaram a abafar o som dos meus fones de ouvido em uma orquestra regida por todos.

Dentre as rosas uma me fez parar, delicada cristal, era pequenina nunca vi menor em vida como a ponta do mindinho da mulher amada e uma coloração tão intensa e vibrante como a que exibe o tiê-sangue.

Em um gesto inconsciente a toquei...

"Bom dia Carolita"

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Bluebird - Charles Bukowski

Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
mas sou mais forte que ele
there's a bluebird in my heart that, wants to get out
but I'm too tough for him


Eu falo "fica aí dentro,
eu não vou deixar ninguém te ver"

I say, stay in there, I'm not going
to let anybody see you


Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
there's a bluebird in my heart that, wants to get out

mas eu taco uísque nele e respiro fumaça de cigarro
e as putas e os barmen e as caixas do mercado
nunca sabem que ele está aqui dentro
but I pur whiskey on him and inhale cigarette smoke
and the whores and the bartenders and the grocery clerks
never know that he's in there


Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
mas sou mais forte que ele
there's a bluebird in my heart that, wants to get out
but I'm too tough for him


Eu falo "fique aí, você quer me pôr em apuros?"
"você quer estragar meus trabalhos?"
"você quer estragar as vendas dos meus livros na Europa?"

I say, stay down, do you want to mess me up?
you want to screw up the works?
you want to blow my book sales in Europe?


Em meu coração existe um pássaro, que quer sair
there's a bluebird in my heart that, wants to get out

mas eu sou mais esperto,
só deixo ele sair de noite, às vezes
quando todos estão dormindo

but I'm too clever,
I only let him out at night sometimes
when everybody's asleep


Eu falo "sei que você está aí, então não fique triste"
daí o ponho de volta, mas ele ainda canta um pouco aqui dentro,
Eu não o deixei morrer totalmente.

I say, I know that you're there, so don't be sad.
then I put him back, but he's singing a little in there
I haven't quite let him die.


e a gente dorme junto desse jeito
com nosso pacto secreto
e é bacana o suficiente para fazer um homem chorar

and we sleep together like that
with our secret pact
and it's nice enough to make a man weep


mas eu não choro, você chora?
but I don't weep, do you?

Video:
http://www.youtube.com/watch?v=3ym-1HU7x-0


domingo, 17 de abril de 2011

Tênue

Algo está sangrando,
o ar está úmido e salgado, borrado.
E eu sou um espelho que não funciona, sempre serei,
um portal para o desespero alheio.
Sempre sem memória, sempre arrependido, sempre em duvida, sempre em nóia.
Eu sou a desgraça do seu futuro, e enquanto a cigana não aparece, eu fico sendo o presente de recordação que caiu da estante e quebrou.
Cole ou jogue fora, só não me deixe no chão.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Carpas Babel

Vi as cores e os movimentos aleatórios, sem a total compreensão me pego hipnotizado, uma magica sem explicação, encantamento e complemento da duvida que assombrava o espirito da minha sombra.

imóvel, intransponível, atônito, derramado.

poderia uma carpa recitar um futuro de vida? poderia ela te enlouquecer por acaso? poderia criar um mundo nostálgico e elegante só para me afogar em deliciosos pesadelos? poderia ela rodar e criar as cores do meu mundo cinza e mudo?

sem saber, aguardo-me nascer.

Desmentalização


Viver com sentido, a ilusão da verdade. Qual é o sentido, a ilusão e a verdade? ...
Permaneço,
Preso a dúvida.
Preso em um corpo.
Preso as pessoas.
Preso ao chão.
Preso ao tempo.
Preso ao dia da minha morte.

Não posso saber mais do que posso perguntar,
Difícil transformar o fora, preciso revolucionar o dentro.
É duro não ser peão nem cavalo, rainha ou tabuleiro.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Metamorfoses

Metamorfoses

Com o impacto da primeira luz,
a primeira palmada,
o choro, o riso,
a chegada,
o prenúncio do início.
É a construção de virtudes,
a confirmação de vícios;
o casulo pronto se abre...
é só o começo...
e então começa a metamorfose.

O começo de muitas mudanças:
de humor, de dor,
de inimigos, de cores,
de flores, de amores...
É o começo do sol,
e o sol é só o começo.
O menor agora é tudo,
o tudo, que não era nada,
agora transformou-se,
tornou-se incalculável;
é um universo em expansão,
um tanto quanto imensurável.

A estagnação é insuportável.
Mesmo no conforto,
o não transformar-se
torna-se um exercício da mesmice;
não aceitar o marasmo
é ver-se um ser em mutação,
disposto a lutar contra si e todos,
todos os dias,
buscando novas metamorfoses.
Enquanto isso,
quem estaciona no conformismo,
diminui-se em demasia;
assim como a alma,
projetada a exibir sua pele de camaleoa,
fatiga-se pelo desejo reprimido,
e conforma-se com o silêncio,
suspirando um triste e imutável gemido.

Valter Pereira

Abstract Janis



By Diego D'Andrea

quarta-feira, 16 de março de 2011

Você pode

Você pode estar passando.
Você pode estar me espreitando.
Você pode estar muito longe
ou ser um amigo querido.
Você pode ainda não ter nascido,
ou já ter partido.
Você pode já ter deitado ao meu lado,
sem ter olhado em meus olhos.
Você pode ter deixado de ser só minha,
e eu nem ter me dado conta.
Você pode me odiar, querer minha morte
ou talvez não saber se é amor.


Imagino segurar sua mão, você é uma lembrança de futuro, você está por ai meu amor, e a esperança é minha mais nova amiga, e que me fez prometer que eu irei te encontrar.

segunda-feira, 14 de março de 2011

O Curinga e a donzela

Quando a vi não acreditei, me fiz desinteressado, não a olhei atravessado, amalandrei-me em meus atos, fiz truques e palhaçada, tropecei na calçada, fiz piada fiz piada.

Não sabia mais o que fazer, só sabia o que queria fazer... comecei a acreditar.
A olhei de cima a baixo, a olhei de fora a dentro e em um tropeço de folia nossos lábios se tremeram, primeiro os lábios depois o resto, tudo parou e pelo lado de fora do planeta via-se o inicio do vôo das borboletas, violetas, azuis, anis e multi-cloretas.

Bebida não precisava, e tabaco já não tinha mais graça, e a minha graça se fez em cabelos cor de entardecer e em olhos de abismos que me afundavam em alegria e ecoava felicidade.

E o sorriso, ah o sorriso... aquele que não se descreve, aquele impossível, aquele dos filmes, aquele de que não precisa mais de ar, água, carnaval, música, amanhã. O sorriso mais belo em que já botei minhas esperanças e o mais doce que os doces da doceria, que vale um quadro de um artista ressuscitado, que vale um noticiário urgente na tv, e um oscar adiamantado.

Agora passa o tempo é mais hora de alegria, a donzela o faz curinga e saem em companhia, com suas bolinhas e seus pulinhos dançando a dança da caixinha com os monstros na folia.

A noite chega, o vento assobia a chuva para, e o amanha já não existirá para nós, sabemos, mas não deixamos a promessa do amanhã dominar o nosso presente, e sem medo sorrimos e agora mais que nunca a verdade está presente, e palavras não são mais necessárias e em um abraço tudo de apaga.

Você que me disse bom dia, e com um ultimo beijo sem rotina, desperto deste sonho e de máscara ou sem ela, saiba que sempre lembrarei da história do curinga e da donzela.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Pós-Adolescência

Período de aceleração mental, conjunto a devaneios cerebrais.
Faixa etária: 20 aos 25 anos.
Querendo tomar rumo, mais sem coragem de rumar.
Período de maior atividade sexual.
Nem adolescente e nem adulto, um ser impulsivo conscientemente.
Maiores chances de acidente de trânsito, gravidez, e depressão.
Meta única: Sobreviver aos dias da semana.
Objetivo único : Final de Semana.
Mínimas noções de bom senso.
Diferente da adolescência possui uma condição financeira, inicialmente positiva, que se transforma na metade para o fim do mês em uma condição financeira negativa.
Principais frases em discussões familiares: "Independência financeira." , "Seu marmanjo!" e "Velha Maluca!".
Profissões: Estagiário, auxiliares , coisas Jr. , assistentes, mocinhas disso, rapazes daquilo. (quaisquer que não os realize profissionalmente).
Vida Acadêmica: tendo um leve devaneio de que realmente seus pais estavam certos em relação aos estudos.
Uns Bebem, fumam, usam drogas ou os três, o vício nessa fase é comum na maioria dos casos, já fora da adolescência os pós-adolescentes se vêem aptos há adotarem vícios já que batalharam muito para afirmar a sociedade o quanto não dão valor a sua saúde.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

down down down



o que nos resta..

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O ser Solteiro

Eis que solteiro me proponho em casamento,
-Desejas solteirar consigo?
-Sim descido sem pensar. Estou solteiro! .. permissão para falar.

Sinto que posso tudo e sinto que nada sei, tento me modelar no "ser solteiro" idolatrado pelos casados e amaldiçoado por quem ficou para titia.

Há tipos de solteiros..

*Sem opção: são aqueles que nunca tiveram oportunidade de namorar, por falta de coragem ou são muito estranhos ou por simples peça do destino.

*Fast-food: a grande massa ativa da sociedade solteira, gostam de pegar geral e de nunca assumirão compromisso, fazem disso um estilo de vida, uma religião.

* Pé Atraz: procuram alguem especial, mais ja se decepcionaram tanto que raramente levam a relação pra mais de alguns metros pra fora da balada, extremamente exigentes com o parceiro em potencial.

*Os falsos solteiros: não gostam de ser solteiros, na primeira ficada ja se encantam e acreditam ter achado a pessoa certa, realmente acreditam no amor a primeira vista, geralmente são pessoas inseguras. Assim que terminam uma relação sofrem muito e prometem se tornarem fast-food por um tempo, nunca conseguem.

* Chico Buaque: Não é um tipo de solteiro e sim um sonho de solteiro, todos querem ser Chico Buarque e sem demais explicações.


Tio me dizia - "Aproveite ao maximo sua juventude, pois um dia você perceberá que a trocou por uma velha gorda/louca/rabugenta te dizendo aonde colocar sua bunda.", e tia ainda estava na sala.
Dizem na minha familia que tio foi um grande fast-food e que o destino lhe pregou uma peça.

Bem, ser solteiro é dificil, tanto para o que tem varias oportunidades de não ser, quanto para o que não tem nenhuma, ou quem esta em um meio termo estranho que não sei explicar.

Sendo mais lógico e sem coração posso definir como, Liberdade X Comodidade, sempre terá um colo pra esquentar sua bunda, mas nisso sua bunda não será mais sua bunda e sim a bunda de outra pessoa ou não terá colo algum mais sim uma bunda fria.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O fim

E na metade do caminho eu me vejo parado, e reflito sobre a encruzilhada que passei a uns meses atrás.
Colhi maravilhosas flores pelo caminho e pisei em pedras pontiagudas e mudando meu rumo percebo que as flores me fizeram companhia na minha caminhada e as pedras me calejaram.

Amei cada brisa de cada manhã, aprendi a enxergar o céu e não somente as nuvens, me vi homem, compreendi a beleza de um sorriso sincero, vi o amor nos olhos de outra pessoa, enxerguei sua alma e vi o impossível desistir do seu propósito.

A vida me pegou novamente para ser seu fantoche sujo que aparece na cena quando algo da defeito no palco principal.

Como em um acidente que quem mais sofre é quem não morre. Chorro por aqueles que não morreram na história do meu acidente.