quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Chingamento

Seu ininteligível centro de âmago, mal prazer em digerir suas más formuladas palavras.

Não me disse nada, criticou um pouco de sentimento que tentei lhe transcender!
Besta rotineira de uma mundo de xicaras vazias e limpas por dentro.

Diga-me alguma coisa que valha o desgaste de meus dedos e a contração muscular de minha testa já lisa de pouco ser impressionada.

Cômica discussão e-mail Leone / Nicolas

Descobrindo

Uma arte..
procuro
uma forma de arte para expressar o sentimento dentro de mim, quero gritar mais só tenho uma boca muda, quero desguardar de mim o sentimento da dúvida e a palavra que responde.

Nas coisas simples encontro respostas para perguntas ainda não formuladas. Talvez se eu ficar por um tempo observando uma formiga ela me conte algo novo, talvez caia uma gota de chuva nos meus olhos e os limpe, ou uma folha seca passe pelo meu rosto e me faça cocegas.

O mundo está me dizendo alguma coisa, e preparo meus sentidos para receber essa mensagem.
Meu coração agora é sorriso, meu sorriso agora é língua, que todo o mundo consegue entender.


Pensamentos ao Vento

Leone

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Papeando

Realmente essa busca do entendimento é complicadíssima e as visões de cada pessoa sobre o mundo e delas mesmas são variadas demais.

Por exemplo: Um cara qualquer que valoriza na sua vida, dinheiro, popularidade, acumulo de bens materiais e perfeição externa, e um cara como nós que se questiona muito e se remói em pensamentos profundos e da valor a amizade, e coisas mais simples.

Os valores são diferentes, o primeiro cara é feliz , tem seus problemas e acha que realmente não há mais nada de importante para se preocupar na vida, acha que o segundo cara tem algum problema.

O segundo cara é mais complexo, e tem problemas em ter uma opinião formada sobre qualquer coisa, e sabe que tem coisa demais nesse mundo para uma pessoa se preocupar somente com coisas externas.

Eu acho muito louco e muito maravilhoso tudo isso.

a gente precisa fumar um careta e tomar um café qualquer dia desses

Surrealismo


"If the doors of perception were cleansed everything would appear to man as it is, infinite. " William Blake"


"Se as portas da percepção estivessem limpas, tudo apareceria para o homem tal como é: infinito."

Opinião semi-conselho mutável

Quando a paranóia simplesmente para. Confuso!? PARE!

Da viagem dessa vida eu tiro a experiencia da complexidade e dúvida, procuro me encontrar procuro me conhecer (blá!), cansei de me preocupar, vamos deixar a vida seguir sem freios e sem marchas, ponto morto, sem ponto, não vamos procurar as coisas, deixem que elas nos procurem e que se preocupem como irão fazer isso.


Não
chore o segundo que virou passado, não vivemos um presente e sim um passado novo a todo momento, "tic tac" faz o tempo em nossas cabeças, passado, passado já passou (blá!), quero fazer um passado tão cheio de nada que não sei o que seria, ficar uma semana dentro de uma caixa, esse tempo que passou, do que valeria ficar uma semana em uma caixa sem fazer mais nada? BESTEIRA!

Blá blá blá me diz o sábio, que sabiamente me diz que não sabe de nada, mas disso eu também sei, ninguém sabe de porra nenhuma nessa merda de mundo e quem acha que sabe, sei lá, para mim um simples não.

E esses filósofos antigos que tinham pensamentos maravilhosos e filosofavam sobre a existência, eles também como eu, tinham sua vida aprisionada em um corpo físico, não preciso conhece-los para entende-los, também escrevo ao vento, também estou preso a dúvida e a vontade de pensante pulsa.

A vida, uma louca transformação constante, sentidos aos milhares, não pare de pensar,
mude sua visão, crie mais 2,4,5 olhos para o mundo, mude a sua vida, um constante foco em uma percepção que te atraia.

Ame, voe, procure as respostas, tudo está em você agora.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Encontrando a busca

O problema dele era que ele nunca achava uma resposta definitiva para suas perguntas, todo mundo tinha uma explicação para determinado assunto, cada um com seu ponto de vista, a verdadeira verdade estava enraizada nos princípios da existência, e a comodidade dele não o levava a busca pela verdade. A resposta para suas dúvidas era totalmente baseada na perspectiva de outros, e a dos outros em outros e assim até se aproximar vagamente da verdadeira verdade.
Júlio sabia que verde era verde e que os pássaros voavam, mais não sabia o porque, ele sabia que sua mãe o amava e que seu pai gostava de fumar cigarros, mais não sabia o porque, ele sabia que se cair machuca, e que se caia pela gravidade e alguma coisa da maçã, mas não tinha à boca o gosto da prova concreta disso tudo.
Júlio foi crescendo e suas idéias se aflorando, e quanto mais ele sabia, mais perguntas se formavam a sua mente, ele começou a ter problemas em se olhar no espelho, ele não compreendia o que ele era, da onde que tinha saído a matéria-prima do pensamento e quem era tão impiedoso para criar tudo aquilo e ir embora sem deixar uma manual de instruções.
Até que Júlio começou do principio, pegou um lápis um papel e começou a escrever a sua história, bem simples e com palavras fáceis, e Júlio decidiu buscar na simplicidade das coisas as respostas para suas perguntas, e decidiu buscar pessoas para conversar sobre seus pensamentos, pessoas iguais a ele, que tinham uma vontade maior, uma busca incompreendia, e que não sabiam da onde começar. Júlio não se conformava com o cotidiano, viu fotos de lugares distantes, lindos, e difíceis de se alcançar, e pensou, com um mundo tão grande, como as pessoas conseguem se perderem em uma rotina tão impiedosa, com um mundo tão lindo e pensamentos tão maravilhosos, vivem dez, vinte anos sem ao menos sentir o gosto da liberdade.
Um dia Júlio encontrou Marcos e o perguntou o que ele achava sobre tudo, Marcos o respondeu que era mais fácil fazer perguntas e mais fácil ainda não fazê-las e se conformar com a vida, mas o que ele realmente sabia é que ele não sabia de nada, e na insistência de saber ficava cada vez mais nítido que havia tanta coisa para se saber que 100 vidas não seriam suficiente para saber de uma vaga parte desse tudo. Mas a vida é assim mesmo, é um segredo que talvez jamais será revelado para os que estão vivos, mas eu não vou ficar esperando alguém desvendá-lo pra depois chegar a mim como um conto do vigário.




Arquivo de Histórias de Leone xx/2009

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Bafo reprimido

Uma raiva tão grande, uma dor tão terrível, não posso te controlar você me atormenta seus atos me deixaram a beira da morte, uma vontade de me cegar para não concretizar meus desejos de disgraça.

Sua
índole maldita que me tira a concentração, a fome, o sono o sorriso, porque me testa tanto? Porque tem de ser assim?
Porque judia de mim?
A embriagues da noite te deixou assim e fui eu o autor dessa desgraça, a culpa é toda minha. Se não fosse pelo desejo da rebeldia e extrapolamento do limite, isso não teria acontecido! Você não teria se mostrado rebelde como eu com um sorriso bêbado e sem sentimento, uma gargalhada sem destino em um mar de gente, a minha falta de limite me furou os olhos em você eu não sabia que isso podia acontecer, o fogo que surgiu do nada me fez perceber que quem brinca com fogo se queima mesmo e eu agora em recuperação pela labareda passada escrevo para não empedrar na alma essa dor que deve ser esquecida.

Em passado, imutável seria a montanha vermelha coberta de flores vivas, no céu azul confuso em mar.