Algo está sangrando,
o ar está úmido e salgado, borrado.
E eu sou um espelho que não funciona, sempre serei,
um portal para o desespero alheio.
Sempre sem memória, sempre arrependido, sempre em duvida, sempre em nóia.
Eu sou a desgraça do seu futuro, e enquanto a cigana não aparece, eu fico sendo o presente de recordação que caiu da estante e quebrou.
Cole ou jogue fora, só não me deixe no chão.
domingo, 17 de abril de 2011
terça-feira, 12 de abril de 2011
Carpas Babel
Vi as cores e os movimentos aleatórios, sem a total compreensão me pego hipnotizado, uma magica sem explicação, encantamento e complemento da duvida que assombrava o espirito da minha sombra.
imóvel, intransponível, atônito, derramado.
poderia uma carpa recitar um futuro de vida? poderia ela te enlouquecer por acaso? poderia criar um mundo nostálgico e elegante só para me afogar em deliciosos pesadelos? poderia ela rodar e criar as cores do meu mundo cinza e mudo?
sem saber, aguardo-me nascer.
imóvel, intransponível, atônito, derramado.
poderia uma carpa recitar um futuro de vida? poderia ela te enlouquecer por acaso? poderia criar um mundo nostálgico e elegante só para me afogar em deliciosos pesadelos? poderia ela rodar e criar as cores do meu mundo cinza e mudo?
sem saber, aguardo-me nascer.
Desmentalização
Viver com sentido, a ilusão da verdade. Qual é o sentido, a ilusão e a verdade? ...
Permaneço,
Preso a dúvida.
Preso em um corpo.
Preso as pessoas.
Preso ao chão.
Preso ao tempo. Preso ao dia da minha morte.
Não posso saber mais do que posso perguntar,
Difícil transformar o fora, preciso revolucionar o dentro.
É duro não ser peão nem cavalo, rainha ou tabuleiro.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Metamorfoses
Metamorfoses
Com o impacto da primeira luz,a primeira palmada,
o choro, o riso,
a chegada,
o prenúncio do início.
É a construção de virtudes,
a confirmação de vícios;
o casulo pronto se abre...
é só o começo...
e então começa a metamorfose.
O começo de muitas mudanças:
de humor, de dor,
de inimigos, de cores,
de flores, de amores...
É o começo do sol,
e o sol é só o começo.
O menor agora é tudo,
o tudo, que não era nada,
agora transformou-se,
tornou-se incalculável;
é um universo em expansão,
um tanto quanto imensurável.
A estagnação é insuportável.
Mesmo no conforto,
o não transformar-se
torna-se um exercício da mesmice;
não aceitar o marasmo
é ver-se um ser em mutação,
disposto a lutar contra si e todos,
todos os dias,
buscando novas metamorfoses.
Enquanto isso,
quem estaciona no conformismo,
diminui-se em demasia;
assim como a alma,
projetada a exibir sua pele de camaleoa,
fatiga-se pelo desejo reprimido,
e conforma-se com o silêncio,
suspirando um triste e imutável gemido.
o choro, o riso,
a chegada,
o prenúncio do início.
É a construção de virtudes,
a confirmação de vícios;
o casulo pronto se abre...
é só o começo...
e então começa a metamorfose.
O começo de muitas mudanças:
de humor, de dor,
de inimigos, de cores,
de flores, de amores...
É o começo do sol,
e o sol é só o começo.
O menor agora é tudo,
o tudo, que não era nada,
agora transformou-se,
tornou-se incalculável;
é um universo em expansão,
um tanto quanto imensurável.
A estagnação é insuportável.
Mesmo no conforto,
o não transformar-se
torna-se um exercício da mesmice;
não aceitar o marasmo
é ver-se um ser em mutação,
disposto a lutar contra si e todos,
todos os dias,
buscando novas metamorfoses.
Enquanto isso,
quem estaciona no conformismo,
diminui-se em demasia;
assim como a alma,
projetada a exibir sua pele de camaleoa,
fatiga-se pelo desejo reprimido,
e conforma-se com o silêncio,
suspirando um triste e imutável gemido.
Valter Pereira
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