segunda-feira, 14 de março de 2011

O Curinga e a donzela

Quando a vi não acreditei, me fiz desinteressado, não a olhei atravessado, amalandrei-me em meus atos, fiz truques e palhaçada, tropecei na calçada, fiz piada fiz piada.

Não sabia mais o que fazer, só sabia o que queria fazer... comecei a acreditar.
A olhei de cima a baixo, a olhei de fora a dentro e em um tropeço de folia nossos lábios se tremeram, primeiro os lábios depois o resto, tudo parou e pelo lado de fora do planeta via-se o inicio do vôo das borboletas, violetas, azuis, anis e multi-cloretas.

Bebida não precisava, e tabaco já não tinha mais graça, e a minha graça se fez em cabelos cor de entardecer e em olhos de abismos que me afundavam em alegria e ecoava felicidade.

E o sorriso, ah o sorriso... aquele que não se descreve, aquele impossível, aquele dos filmes, aquele de que não precisa mais de ar, água, carnaval, música, amanhã. O sorriso mais belo em que já botei minhas esperanças e o mais doce que os doces da doceria, que vale um quadro de um artista ressuscitado, que vale um noticiário urgente na tv, e um oscar adiamantado.

Agora passa o tempo é mais hora de alegria, a donzela o faz curinga e saem em companhia, com suas bolinhas e seus pulinhos dançando a dança da caixinha com os monstros na folia.

A noite chega, o vento assobia a chuva para, e o amanha já não existirá para nós, sabemos, mas não deixamos a promessa do amanhã dominar o nosso presente, e sem medo sorrimos e agora mais que nunca a verdade está presente, e palavras não são mais necessárias e em um abraço tudo de apaga.

Você que me disse bom dia, e com um ultimo beijo sem rotina, desperto deste sonho e de máscara ou sem ela, saiba que sempre lembrarei da história do curinga e da donzela.

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