segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

O fim

E na metade do caminho eu me vejo parado, e reflito sobre a encruzilhada que passei a uns meses atrás.
Colhi maravilhosas flores pelo caminho e pisei em pedras pontiagudas e mudando meu rumo percebo que as flores me fizeram companhia na minha caminhada e as pedras me calejaram.

Amei cada brisa de cada manhã, aprendi a enxergar o céu e não somente as nuvens, me vi homem, compreendi a beleza de um sorriso sincero, vi o amor nos olhos de outra pessoa, enxerguei sua alma e vi o impossível desistir do seu propósito.

A vida me pegou novamente para ser seu fantoche sujo que aparece na cena quando algo da defeito no palco principal.

Como em um acidente que quem mais sofre é quem não morre. Chorro por aqueles que não morreram na história do meu acidente.