Devo tomar um caminho,
mesmo que falte a certeza, mesmo que não tenha visto suas curvas e ladeiras,
devo tomar um caminho,
mesmo que seja um caminho que me leve a nenhum lugar, mesmo que me perca e volte para lembrar qual foi a direção que tomei, que tanto demora a chegar.
Devo escolher.
Fique parado e seja julgado, queimado na praça mais próxima da sua casa.
Simplesmente escolha um caminho, e dê o primeiro passo. Ou quem sabe o último.
Esconda a sua vergonha.
Escolha o seu emputecimento social.
Pegue a pá mais leve que encontrar.
Decida se vai ser bom ou mau, mas finja que é bom.
Escolha a mentira divina que lhe incomodar menos.
Fique perto de iguais.
Diga para todos quais foram as suas escolhas, todos os dias, repetidamente até o dia da sua morte.
pronto, agora você já é algo a ser "considerado", mais um nome na agenda da família.
A humanidade não fica parada, não descansa, vai para frente criação, para traz destruição, a humanidade em que existo, a que me representa no universo, em que vivo uma vergonha de ser talvez um erro de cálculo simples, ou uma piada sem graça atirada ao ouvido surdo de uma galáxia morta.
me deparo com o mutável, propósito adentro gritante, irritante, indiscutível no âmago do momento, fato estruturado em que me tornei até o presente ponto final"."
destino ser um operário, um construtor/destruidor, que constrói muros, grandes, fortes, intransponíveis, e depois os derrubo, de uma vez só, com uma força titânica que rasga, e cria cicatrizes na alma, marcas eternas, em qualquer "ser" de meus todos existires, transcendendo minha alma, carregando os mais belos, para unir todos em um centro cósmico e assim voltar mais uma vez para trazer a verdade em um beijo colossal.
o choque da realidade bate, me vejo engravatado, perdido em um tonel de grafite cinza claro, amargo, veias sem sangue, discurso decorado, dia nublado, risada forçada, beijo sem abraço, olhar pupílico estagnado, fixo em nada , fixação alienada.
Estou preso aqui dentro, suplico à liberdade, suplico à vida, dê uma chance a essa vida encarnada, encarcerada, amordaçada com veias tão covardes e precoces.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
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