sexta-feira, 29 de junho de 2012

somos

um cadeado sem fechadura, a cólera encarnada, o magnânimo furor de escrúpulos egocêntricos, a rebeldia juvenil da incompreensão futura, o medo de ser e o terror de não existir.


como o urso branco solitário em noites iluminadas de verão eu vago, e o vazio do não sei o que, bate bate forte e me acompanha

e um beijo abre o cadeado sem fechadura e muda o destino do universo

agora sem fronteiras, sem medos

com vontade, com ternura


o amor é uma pá que escava o coração, nele abriga a verdade e tudo o que possamos desejar, 

tudo está dentro de nós e nós somos um, somos o universo o infinito de possibilidades imortal.








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